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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Quilombola Jesus - São Miguel do Guaporé - RO

Novo quilombola de Rondônia terá território delimitado
Marcelo Manzatti, São Paulo (SP) • 2/10/2006 12:21


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overponto
Geral - 26/09/06 15:27
A Comunidade de Jesus, formada por onze famílias e localizada no município de São Miguel do Guaporé (RO), obteve a certidão de auto-reconhecimento fornecida pela Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura, oficializando sua condição de quilombola - remanescente dos quilombos. Essa é uma conquista que trará muitos benefícios para seus moradores, cerca de 50 pessoas.
O primeiro deles está sendo iniciado pela superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Rondônia, que é a delimitação do território a ser titulado. Segundo a professora Esmeraldina Leite Coelho, integrante da comunidade, as pessoas vivem de uma agricultura de subsistência, distantes 110 km da cidade, com grandes dificuldades de acesso, especialmente no inverno, quando a sobrevivência é garantida pela aposentadoria como trabalhador rural de Jesus Gomes de Oliveira, origem do nome da comunidade. Serviços sociais, de assistência à saúde e infra-estrutura também não são acessíveis.
Além do direito à titulação e à permanência na terra, o reconhecimento garantirá outros benefícios como acesso à documentação básica, alimentação, saúde, esporte, lazer, moradia adequada, trabalho, serviços de infra-estrutura e previdência social. Rondônia possui três outras comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares: Santo Antônio, Pedras Negras e Forte Príncipe da Beira, no Vale do Guaporé, que estão em fase de conclusão do relatório técnico. Aguardam reconhecimento as comunidades de Laranjeiras e Rolim de Moura do Guaporé.
No país, desde o início do programa, em 2004, foram abertos 442 processos de quilombolas, sendo 45 da região Norte, solicitando reconhecimento, demarcação e titulação de suas áreas.
Pesquisa
Um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Rondônia (Unir), coordenado pelo professor Marco Antônio Domingues Teixeira, doutor em Ciências Sócio Ambientais, realizou um estudo técnico e científico do local.
Segundo o professor, os negros da Comunidade de Jesus têm origem em um grande contingente de populações negras que foram abandonadas no Vale do Guaporé, no século XIX. A economia é de base agropastoril para subsistência e venda de excedentes, como arroz, feijão, milho e macaxeira e, ocasionalmente, cabeça de gado. O extrativismo deixou de ser praticado e os castanhais foram destruídos pelos fazendeiros que os transformaram em pastos.
A área pretendida para titulação é de seis mil hectares, sendo 10% em terra firme e o restante de florestas inundáveis. É uma sociedade patriarcal, tendo o senhor Jesus, 70 anos, como patriarca, com sua esposa Luiza e seus 14 filhos.
Fonte: Rondo Notícias - http://www.rondonoticias.com.br/showNew.jsp?CdMateria=55159&CdTpMateria=7




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